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considerações depois de (outro) casamento:

1)Eu realmente tô velha;

2)Não nasci para usar salto alto. Mesmo.

3)Ver gente chorando me dá vontade de chorar;

4)O ritual de “pegar o buquê da noiva” é uma das coisas mais ridículas que existem;

5)Não importa o quanto você se esforce, sempre algum convidado vai reclamar de alguma coisa - tanto da cerimônia quanto da festa;

6)Sempre alguma coisa dá errado;

7)Os noivos normalmente não conseguem aproveitar quase nada da festa;

8)Quase certeza que vou ficar para tia…e tô começando a aceitar a ideia.

9)Repete a primeira e segunda consideração.

Ontem…

…gastei um pouco mais de 1 hora conversando com um amigo querido que não falava há muito tempo… sabe aquela pessoa que você sabe que te entende? pois então…

Apesar do pouco tempo, tentamos colocar os assuntos em dia, e quando digo “assuntos”, quero dizer todas as crises existências que nos rodeiam…

Incrível como eu acho que no fundo todo mundo se sente perdido do jeito que eu me sinto…mas não verbalizam… ou não, né? vai saber… Mas que nem, esse amigo é homem, 8 anos mais velho do que eu, terminando o doutorado e casado. Bem diferente de mim, mas ao mesmo tempo, bem igual (nos questionamentos).

Tentar ver sentido em tudo isso (tudo isso = vida/viver) é uma prerrogativa que tenho desde pequena. Sempre tentei entender meu lugar neste planeta, sempre tentei me localizar, me identificar, pertencer… e sempre senti o vazio da falta de compreensão.

Todos nós carregamos nossa bagagem de vivência…familiar, cultural, social…e quanto isso pesa para sermos “bem sucedidos”? claro que essa expressão carrega todo o peso do que a nossa sociedade impõe em “ser bem sucedido”…e o que é ser bem sucedido, afinal?

É ter 28 anos, um trabalho estável, um carro importado e mais da metade da aposentadoria garantida (como um outro amigo meu…)? Ou como muitos outros amigos, que estão casados, trabalhando, planejando ter filhos, financiando casas, carros e tentando levar a vida que “socialmente” é a ideal?

Acho que no final, por mais que você esteja inserido nesse ideal de “ser bem sucedido”, você só é realmente se você se sentir assim… De acordar de manhã e sentir satisfação pelo dia que você terá, pelo trabalho que irá exercer, pelos rostos que você verá no fim do dia…

Pois então… agora coloco o que eu acho o mais importante: ser bem sucedido é sentir satisfação em viver. De fazer aquilo que te faz sentir humano…que te faz sentir bem consigo mesmo… e pensando nisso que eu acho que além de mal sucedida, eu estou morta. Sim…morta. Antigamente, “arte” me fazia sentir viva… Eu precisava desenhar, escrever, pintar, ler…transformar em alguma coisa o que eu sentia e pensava. Entrar em movimentos sociais, poder mudar e ajudar a sociedade em que eu vivia…Esse era o meu ideal de ser feliz, de ser humana… E isso acabava dando um sentido para a minha vida…pois eu produzia, canalizava minha energia e buscava outras coisas…

Agora me pergunte o que me motiva atualmente? o futuro que sempre foi tão incerto está mais negro do que nunca…e minha fonte de escape - que antigamente era desenhar, escrever, ser voluntária, sonhadora, etc. - virou beber ou “ficar bem louca”… A falta de perspectiva que os anos trouxeram me deixou presa num beco sem saída. Sinto que estou derretendo, apodrecendo, que estou velha e o pior, que estou morta. Dramático, né? estou vomitando palavras agora para tentar ver se alivia um pouco a angústia que estou sentindo neste exato minuto…e eu sei que ninguém se dará o trabalho de ler toda essa groselha… Mas enfim… Pelo pouco que meu amigo conversou comigo ontem, sei que ele se sente em pedaços como eu…

Agora, onde buscar, onde achar um sentido para tudo isso??? cada dia, cada hora, cada minuto, cada segundo que se passa estamos aqui, nessa busca inocente e sem fim, tentando viver do jeito que sabemos e rezando para que um dia esse descontentamento acabe.

Pois é… c’est la vie…e eu sempre esqueço que a resposta para tudo isso é 42.

Sexta feira dia 07

Outra amiga casou…Sim, é o nono ou décimo casamento este ano…(perdi as contas…) E não, não comecei a entrar em crise novamente…mas enfim…

Esta amiga é do colegial… o casamento foi lindo em todos os sentidos…e ainda reencontrei amigos que não via há anos! Coloquei o papo em dia, dancei, bebi…foi demais! mas então…

Eu odeio usar salto alto…simplesmente não nasci para isso…quando os noivos começaram a dançar, pensei: é a minha deixa! tirei aquele trambolho do meu pé e fui dançar descalça (tava usando meia calça…) 2 pra lá… 2 pra cá, mais louca que o Batman dançando, sinto uma dor no pé direito…parecia que eu tinha pisado em algo…bem incomodo, mas fooooooooooda-se! continuei dançando… 

Dancei mais…bebi mais…e assim que acabou o casamento, fui para casa de um amigo, com mais outros…bebi mais…. voltei pra casa, capotei

Quando acordei, senti uma dor no pé bizarra….quando eu olho pra baixo, vejo um caco de vidro preso no meu pé…

Pois é… ele tava lá há umas 16 horas….

- Obrigada! obrigada!

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